Conselho Curador da EBC realiza audiência pública
EBC / TV Brasil - 1/06/2010
A primeira audiência pública de 2010 do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), realizada nesta terça-feira (1), contou com a participação de cerca de 200 pessoas que lotaram o auditório da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. Em cinco horas de reunião, que foi acompanhada também por aproximadamente 1500 pessoas pela internet, os 17 conselheiros e os diretores da TV Brasil e das oito rádios da EBC ouviram propostas, críticas e avaliações sobre a programação de todas as emissoras da empresa. A presidente do Conselho Curador, Ima Vieira, destacou a importância da audiência que, segundo ela, não ficou restrita às críticas e opiniões. "O que chama a atenção é o caráter propositivo do evento", afirmou, acrescentando que, agora, as sugestões serão analisadas e publicadas em um relatório no site da EBC.
A iniciativa do Conselho Curador de promover uma discussão pública para dar transparência à programação da TV pública também foi ressaltada pela maioria dos 36 manifestantes, selecionados por sorteio. Ao encerrar a audiência, Ima Vieira ressaltou a participação de vários setores da sociedade civil que estão contribuindo "para a construção do sistema público de comunicação". A primeira etapa da reunião, acompanhada simultaneamente com tradução em Libras ( linguagem de sinais), tratou da programação da TV Brasil. Em seguida, os inscritos fizeram apreciações sobre os programas das oito emissoras que formam o sistema de rádio da EBC. A diretora-presidente da EBC, jornalista Tereza Cruvinel, apresentou as linhas conceituais da programação da TV Brasil, oferecendo um quadro detalhado das atrações exibidas pela emissora. Ela lembrou que 45 horas semanais derivam de produção própria e o restante da programação vem de produções de outras emissoras que compõem a rede pública, de licenciamentos de obras audiovisuais e de produtores independentes.
Coube ao superintendente de Rádio da EBC, Orlando Guilhon, abrir a discussão sobre as emissoras de rádio e apresentar os projetos e os novos planos de ação. Ao responder às indagações do público, Guilhon informou que o radioteatro está voltando às emissoras e que é preciso "perseguir outras formas de manifestações culturais". A inserção de mais conteúdo musical foi solicitada tanto para a TV Brasil quanto para as rádios. "É um desafio e estamos de olho nisso", disse Guilhon, lembrando que brevemente estará no ar o programa "Som das bandas", além de "Fina Flor", voltado para o samba.
Após a exposição sobre os programas jornalísticos da TV Brasil, a plateia assistiu aos vídeos da programação infantil – que ocupa seis horas diárias da grade da emissora – e de outras atrações reservadas ao esporte, cultura, variedades, arte e ciência. O Ouvidor Geral da EBC, Laurindo Lalo Leal, falou também sobre o trabalho de sua área e as sugestões que vem recebendo dos telespectadores, ouvintes e leitores da Agência Brasil. Aliás, ao longo da audiência pública, cerca de 200 pessoas participaram da discussão pelo chat do site da EBC, oferecendo sugestões e análises.
A criação de programas voltados para o idoso, de incentivo ao esporte entre adolescentes e crianças, bem como o reforço das atrações musicais e programas de gastronomia foram algumas das sugestões feitas para a grade da TV Brasil. Partiu da telespectadora Zilda Moreira , enfermeira escolar, de 75 anos, as manifestações mais aplaudidas pela plateia. Ela manifestou suas opiniões sobre programas e pediu a reprise de Viola, Minha Viola, que “mostra a verdadeira música de raiz brasileira, prestigiando a cultura popular, o verdadeiro papel da TV pública”.
Antes de encerrar a discussão sobre rádio, Orlando Guilhon se comprometeu a procurar as universidades e outros institutos de pesquisas de músicas populares para diversificar a programação, incluindo ritmos afrodescendentes que não têm espaço na mídica comercial. Ele acrescentou que uma diretrizes é ampliar as parcerias com as rádios comunitárias, o que já vem acontecendo no Distrito Federal.