Presidente da Acerp diz que telespectador da TV pública deve ser tratado como cidadão
EBC - 26/05/2009
A necessidade de tratar o telespectador como cidadão e de captá-lo por meio de uma programação focada em educação, serviços e promoção da cidadania, foram algumas das questões levantadas pelo presidente da Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (ACERP), Arnaldo Jacob, durante sua participação no II Fórum Nacional de TVs Públicas, na tarde de terça-feira (26). “Temos um problema pela frente que é descobrir o modo de fazer uma TV de qualidade, educativa e também palatável ao cidadão”, disse Jacob.
O debate em torno da medição e da análise da performance e qualidade da programação de televisão pública, contou com a participação de Jacob e também da deputada federal Luiza Erundina, do presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, Jorge da Cunha Lima, do cientista político Carlos Novaes e do diretor de Programas e Projetos Audiovisuais do Ministério da Cultura , Adilson José Ruiz.
Cunha Lima defendeu a criação de um instituto público de televisão para realizar aferição de audiência e que seja um fórum de discussão permanente sobre televisão pública. Segundo ele, o instituto teria como tarefa a construção de um paradigma específico para a televisão pública, com a adoção de novos parâmetros de aferição de perfomance e qualidade, diferente do sistema que mede intervalos de programas e que foi criado dentro de uma lógica do mercado publicitário.
Para o cientista político Carlos Novaes, o instituto poderia funcionar como um cimento agregador dos agentes das TVs públicas e produziria pesquisas sobre audiência nacional e sobre o papel da televisão. “As pesquisas de audiência feita pelas TVs comerciais identificam o que os telespectadores já querem. A TV Pública pode identificar o que as pessoas podem querer”, disse Novaes.