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Audiência Pública da EBC discute a qualidade da TV pública

25/07/2012
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18:53
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Integrantes do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se reuniram na manhã de hoje (25), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no Recife, para discutir a comunicação pública com representantes de diversas entidades. Com o tema “Rede Pública de TV: programação e modelos de parceria entre a EBC e os veículos locais e regionais”, os participantes da audiência pública debateram diversos aspectos que envolvem a instalação de meios de comunicação públicos, além da abordagem e qualidade da programação.

O secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja, lembrou da necessidade de pensar em programas que dialoguem com a sociedade. "o povo brasileiro tem muitas virtudes e não se vê culturalmente na TV", disse. Durante a audiência, ele anunciou também orçamento de R$ 25 mi para a criação da Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC).

A valorização da cultura regional foi enfatizaao por diversos representantes, assim como a atenção especial devida à pogramação infantil. "De 20 programas da TV Brasil voltados para crianças, apenas 8 são nacionais", afirmou a educadora Rosa Sampaio. Tarcísio Amazonas lembrou que além da programação, é preciso melhorar o jornalismo. "É importante também trazer o esporte, também regionalizando", disse.

O presidente da EBC, Nelson Breve, afirmou que falta verba para colocar todas as ideias em prática. "Hoje temos programas infantis de Minas Gerais, do Pará. Falta dinheiro para produzir mais", argumentou. Segundo ele, a EBC está em negociação para transmitir as séries C e B com Campeonato Brasileiro. Ivan Moraes Filho, representante do Fórum Pernambucano de Comunicação e do Centro de Cultura Luiz Freire, lembrou a importância da comunicação pública. "Mídia pública é aquela onde quem paga, quem manda e quem faz é a sociedade. É preciso que se consolide a EPC, mesmo com pouco dinheiro", disse.

A ouvidora geral da EBC, Regina Lima, reforçou que todos podem e devem participar da formação comunicação pública. "A ouvidoria é um canal com a sociedade. Precisamos estimular a participação, descobrir como ser diversos. É o grande desafio", disse. No encerramento da audiência, Nelson Breve lembrou que ainda é preciso haver muito trabalho para a consolidação da comunicação pública no Brasil. "Não existe uma estratégia nacional de comunicação. É a partir da estratégia que se evolui para uma política nacional", concluiu.