Cantata cênica “O Diário de Anne Frank” será exibida na TV Brasil
No último final de semana (29 de junho a 1º de julho), os paulistanos puderam assistir à c antata multimídia O Diário de Anne Frank , no Auditório do Ibirapuera. Quem perdeu o espetáculo terá a chance de vê-lo, até o final do ano, na tela da TV Brasil.
Exibido pela primeira vez nas Américas, O Diário de Anne Frank veio a São Paulo a convite do Instituto Vladimir Herzog para celebrar os 75 anos de nascimento de Vlado. A cantata, que retrata a história da menina que foi vitimada pelo holocausto da Segunda Guerra Mundial, foi regida pelo maestro brasileiro Martinho Lutero Galati, que comandou cerca de 180 pessoas no palco. Ao todo, foram 110 cantores do Coro Luther King, a Orquestra Sinfônica de Campinas, a soprano Olga Sober (Saraievo), a violoncelista Yuriko Mikami (Japão) e a atriz e bailarina Clarisse Abujamra, que dançou coreografia de Décio Otero (Ballet Stagium) e Naum Alves de Souza. Além de música e dramaturgia, o espetáculo contou ainda com efeitos visuais produzidos pelo designer Kiko Farkas.
Foi a primeira vez em todo o mundo que a obra, de autoria de Leopoldo Gamberini (1922 – Abril 2012) e de Otto Frank, pai de Anne, foi apresentada em sua versão integral.
“ Tive o imenso prazer de conhecer e aprender com o senhor Gamberini, que me apresentou toda a peça e seus detalhes para uma execução completa, adicionando expressões variadas à composição sinfônica, como dança, canto e recursos eletrônicos que deixam o cenário de guerra ainda mais realista”, conta o maestro Galati.
Sobre a escolha da cantata para homenagear o nascimento de Vladimir Herzog, seu filho Ivo Herzog explica: “A história de Anne Frank se tornou um verdadeiro símbolo de resistência à violência, que transcende ao período do nazismo e é mais uma face da História que queremos relembrar em defesa dos direitos humanos em todas as sociedades e em todos os tempos”.
O espetáculo, que vai ao ar ainda este ano pela TV Brasil, foi gravado no dia 29 de junho e teve d ireção de gravação de Antônio Carlos Rebesco e direção geral de Rogério Brandão.
Com informações do
Instituto Vladimir Herzog.