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Presidente da EBC participa da abertura I Encontro de Tvs Comunitárias e Produtores Independentes

28/05/2012
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15:04
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Presidente da EBC, Nelson Breve; Presidente da FRENAVATEC, Mário Jefferson Leite Melo; Diretor de Rádiodifusão Comunitária do Min. das Comunicações; Octavio Pieranti; Representante da ABCCOM, Lilia Galano e a Diretora de Educação e Comunicação do MINC,  Juana Nunes.  / Foto: Magno Romero / EBC Brasília

Ao recepcionar, nesta quinta-feira (8/12), os participantes do I Encontro de Tvs Comunitárias e Produtores Independentes , realizado no Espaço Cultural da Empresa Brasil de Comunicação até o próximo sábado(10/12), o presidente Nelson Breve destacou a importância dos segmentos ali representados para a produção plural e a ampliação do acesso à informação, definido por ele como “o valor maior da democracia”. O evento é uma iniciativa da Frente Nacional de Valorização das Tvs do Campo Público (Frenavatec).Veja as fotos aqui

“A TV Pública é democracia. As tvs universitárias são democracia. As tvs educativas são democracia. As tvs comunitárias são democracia. Quanto mais comunicação, mais democracia. O importante hoje não é mais a liberdade de expressão, mas ter acesso à informação. Este é o direito maior, o valor maior da democracia”, afirmou o presidente da EBC, reforçando as posições manifestadas pelos demais integrantes da mesa de abertura do evento. Todos destacaram a importância dos veículos comunitários e dos produtores independentes que, apesar de frágeis individualmente, vêm conquistando importantes espaços e aliados, dentro e fora do governo, através da união e da organização em torno do objetivo de dar voz a todos os brasis.

O encontro foi aberto pelo presidente da Frenavatec, Mário Jefférson Leite Melo. Ele destacou o consistente crescimento do setor nos últimos anos – existem hoje no Brasil mais de 70 canais de tvs comunitárias que oferecem 11 mil horas semanais de programação própria – e disse esperar que concretização do Canal da Cidadania represente um salto de qualidade, para o qual todos devem estar preparados.“Estamos prestes a banir a nossa condição de miseráveis, que andam pelos órgãos públicos com pires na mão, e passar a exigir nossa cota de participação, nosso direito”, afirmou.

A representante da ABCCOM, Lilia Galano, destacou a interdependência entre as Tvs comunitárias e os produtores independentes e a importância de eventos como este na consolidação dos laços entre os dois segmentos. “Somos pequenas janelas que mostram o Brasil por inteiro”.

Apesar da inegável evolução desde o I Fórum de Comunicação Pública, que há cinco anos colocou pela primeira vez o tema na pauta de debates nacionais, o diretor de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações Octávio Pieranti, lembrou que “persiste o velho desafio da sustentabilidade das tvs do campo público”, e daí a importância de encontros como o que foi aberto hoje na troca de experiência e busca de soluções conjuntas. A despeito das dificuldades, a diretora de Educação e Comunicação do Ministério da Cultura, Juana Nunes, afirmou que a comunicação é o grande tema contemporâneo, e que o desafio não apenas das tvs comunitárias e produtores independentes, mas da sociedade brasileira como um todo, é enfrentar o monopólio do setor.

O presidente da EBC, Nelson Breve, destacou ainda as profundas e rápidas mudanças que estão ocorrendo nos hábitos dos telespectadores em função da internet, às quais as entidades que representam os produtores e as emissoras do campo público devem estar atentas. “A televisão de hoje não é a mesma que há de quatro anos”, afirmou Breve citando uma pesquisa recém-divulgada pela Motorola Mobility , que aponta, entre outros dados, que os telespectadores da América Latina ficam em frente à TV, hoje, 5 horas menos por dia do que ficavam há um ano .

“As pessoas não querem mais ficar presas a uma grade de programação. Esse modelo pode estar caduco, e está na hora das radiodifusoras do campo público também discutirem isso”, alertou Breve.