Caminhos da Reportagem revela drama de famílias reparadas pelo crime
De um lado, mães que afirmam ter dado educação, conforto e amor aos filhos, até se surpreenderem com a prisão deles. De outro, filhos que cresceram longe da mãe porque cumprem pena atrás das grades. O Caminhos da Reportagem desta quinta (7), às 22h, na TV Brasil , mostra as dificuldades no relacionamento de famílias que tiveram membros presos.
O programa investiga o peso da culpa, o arrependimento e o que escapou na relação de mães e filhos que se afastam por transgressões, pequenos crimes e vícios. O jornalístico também esclarece os direitos de mães que têm filhos na prisão e os dos filhos que nasceram e são separados antes de completar seis meses. “Às vezes, eu lhe peço perdão por ele ter nascido na cadeia”, diz uma mãe equatoriana de um bebê de três meses que nasceu em uma penitenciária de São Paulo.A equipe da emissora pública foi a Salvador conhecer Allan Scharam , de 21 anos, que passou metade da vida longe da mãe, detenta. “Quando ela não estava presa, não era tão bom, porque ela se drogava muito, às vezes na nossa frente”, recorda o jovem.
O Caminhos da Reportagem aborda a lei que garante a convivência entre as presas e seus bebês, as consequências do distanciamento precoce durante a infância, e, no caso da prisão dos filhos, a pergunta de todas as mães: “onde foi que eu errei?”
Ainda nesta edição, o programa da TV Brasil destaca que as Regras de Bangkok , aprovadas pela ONU, ainda não são aplicadas no país. A diretriz estabelece critérios para o tratamento de mulheres presas, determina que devem ser estipulados métodos de revista que substituam exames invasivos e que os funcionários da prisão devem revistar crianças com sensibilidade, competência e profissionalismo.
Serviço
Caminhos da Reportagem – quinta-feira (7) às 22h, na TV Brasil.