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Confira a programação de filmes que serão exibidos na TV Brasil durante a semana

16/03/2015
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19:57
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Com uma programação diversificada, a grade da TV Brasil também contempla os admiradores do cinema com exibição de longas-metragens e de documentários ao longo de todo o ano. Durante o mês de março não será diferente.

Nesta quarta-feira (18), o documentário “O Soar da Liberdade" vai ao ar na sessão Dias que abalaram o Mundo , às 22h. Já na quinta-feira (19), a sessão Mama África apresenta o filme "Rio Congo - Além da Escuridão - Parte 2", documentário de 2005 dirigido por Thierry Michel que começará à 0h30. Na sexta-feira (20) a emissora pública exibe o drama brasileiro de 2005 “Quanto vale ou é por quilo?" à meia noite no Cine Nacional .

A programação para o sábado (21) começa às 18h30 com a sessão DOC Especial que vai apresentar o filme "Rios Voadores", e mais tarde, às 22h30 a sessão Mama África exibe o documentário "Justiça em Agadez". Logo em seguida, o Cine Nacional exibe o drama brasileiro "O signo do Caos" às 23h30. Por último, um pouco mais tarde, a sessão DOC TV exibe o documentário nacional "Bagatela", às 02h45.

Por fim, no domingo (22), a sessão Soy Loco Por Ti Cinema apresenta o documentário espanhol de 2004 "El cielo gira" à meia noite.

Consulte abaixo a relação dos filmes:

Quarta-feira, 18 de março

Dias que abalaram o Mundo – O Soar da Liberdade
22h00, na TV Brasil

Ano: 2005. Título original: Let Freedom Ring. País de origem: Inglaterra. Gênero: documentário. Produção executiva: David Upshal, Colin Cameron.

O documentário “O Soar da Liberdade” mostra que o Boston Tea Party de 16 de dezembro de 1773 encarnou um espírito de rebelião que provocaria uma revolução enquanto o dia da independência da Índia, em 14 de agosto 1947, foi caracterizado pela violência, confrontos entre rivais sikhs, muçulmanos e hindus.

O Boston Tea Party aconteceu quando os habitantes das colônias norte-americanas rebelaram-se contra uma decisão arbitrária da metrópole inglesa, atirando 45 toneladas de chá ao mar no porto de Boston. Naquela época, várias regiões do nordeste da América do Norte ainda eram dominadas pela Inglaterra, que cobrava imposto das colônias sobre produtos como chá, açúcar, vinho, papel e tinta.

Os homens que lançaram o chá ao mar foram imitados em várias outras cidades do país e acabaram ficando conhecidos como os primeiros heróis do movimento pela independência dos Estados Unidos. Após o ocorrido, o governo inglês puniu severamente os habitantes de Boston, fechando o porto da cidade e delegando aos militares o direito de ocupar casas de civis. No entanto, o movimento pela independência não se deixou abater por tais medidas. Três anos depois, 13 colônias fundariam os Estados Unidos da América.

Já o primeiro dia da independência indiana, em 15 de agosto de 1947, iniciou também uma divisão violenta entre o novo Estado indiano e o Paquistão, acarretando a maior e mais sangrenta migração forçosa de que o mundo moderno tem conhecimento. Entre abril e novembro de 1947, uma massa de entre 10 e 15 milhões de pessoas atravessou a fronteira nos dois sentidos: os muçulmanos para o noroeste, em direção ao novo Paquistão, e para o leste, onde está localizado hoje Bangladesh, e os hindus para o sul, rumo à Índia.

Essas migrações em massa desencadearam massacres que deixaram entre 500.000 e um milhão de refugiados mortos, assassinados nas estradas ou nos vagões dos "trens da morte". Os autores eram, de um lado, muçulmanos, e de outro hindus e sikhs, armados de machados, facões e tacos, impulsionados pelo sentimento de cólera pela divisão e perda de territórios, casas e terras.

Inédito. 50 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 22h00

Quinta-feira, 19 de março (madrugada de quinta para sexta-feira)

Mama África – Rio Congo – Além da escuridão – Parte 2
0h30, na TV Brasil

Ano: 2005. Título original: Congo River. País de origem: Bélgica e França. Gênero: documentário. Direção: Thierry Michel.

Organizado em três partes, o documentário "Rio Congo" segue os passos de grandes exploradores e leva o público para a foz de uma das maiores bacias hidrográficas do mundo. Ao longo de seus 4.371 km de extensão, o rio Congo revela os locais que testemunharam a tumultuada história do país. O imaginário faz lembrar os colonizadores Henry Morton Stanley e Leopoldo II da Bélgica bem como os líderes africanos Patrice Lumumba e Mobutu Sese Seko.

Esta viagem ao coração da África, além de recordar as terríveis tragédias das guerras, é um hino à vida e mostra como a vegetação incontrolável toma as margens do rio. Nas imagens dos vários estágios da jornada, alegrias e sofrimentos de um povo partido: barqueiros, pescadores, comerciantes, viajantes, soldados, rebeldes, crianças-soldados e milicianos

O filme mostra um povo em busca de luz e dignidade. A viagem é também uma jornada pessoal do diretor Thierry Michel que já dedicou três outras produções ao antigo Zaire. Com o "Rio Congo", o cineasta continua sua busca pela luz e pelas trevas, impulsionado pelo desejo de investigar o mistério e as profundezas do país a partir da história do rio.

Mais de 4 mil quilometros através da vasta floresta equatorial... Além do desempenho técnico e humano – sete meses de filmagens em condições extremas – o documentário constitui um mergulho no coração de uma nação traumatizada e no curso do majestoso rio Congo.

Dirigido pelo cineasta belga Thierry Michel, o premiado documentário apresenta imagens deslumbrantes do Congo, o rio que tem duas nações com nome igual ao seu. A viagem para a fonte do Congo não é deliberadamente apenas uma jornada para o "coração das trevas", mas um documentário com várias camadas sobre a vida e morte no país africano.

Reprise. 52 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 0h30

Sexta-feira, 20 de março (madrugada de sexta-feira para sábado)

Cine Nacional – Quanto vale ou é por quilo?
0h00, na TV Brasil

Ano: 2005. Gênero: drama. Direção: Sérgio Bianchi, com Hérson Capri, Caco Ciocler, Ana Lucia Torre, Silvio Guindane, Myriam Pires, Lena Roque, Ana Carbatti, Cláudia Mello, Leona Cavalli, Umberto Magnani, Joana Fomm, Lázaro Ramos, Ariclê Perez, Zezé Motta, Antônio Abujamra, Caio Blat.

Quanto vale ou é por quilo

O filme traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, focalizando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas. Com muitos atores afro-brasileiros, a ação se desenrola nesses dois períodos históricos ao mesmo tempo.

O longa “Quanto vale ou é por quilo?” utiliza linguagens variadas para contar essa história. Entre elas, trechos de documentários e pequenos contos de enredo, baseados em crônicas de Nireu Cavalcanti, extraídas de autos do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro.

Apesar de ser uma obra de ficção, a escravatura é mostrada como está descrita nesses documentos, e em outros escritos históricos da época. Ao traçar esse paralelo entre o século XIX e o tempo atual, o filme questiona até que ponto a estrutura da sociedade brasileira realmente mudou da época colonial até hoje

O drama dirigido por Sérgio Bianchi ganhou quatro prêmios do Cine Ceará: Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Ator Coadjuvante (Lázaro Ramos) e Melhor Atriz Coadjuvante (Ariclê Perez).

Reprise. 110 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Horário: 0h00

Sábado, 21 de março

DOC Especial – Rios Voadores
18h30, na TV Brasil

Ano: 2013. Gênero: documentário. Direção: Glauco Kuhnert.

Rios Voadores

O documentário aborda o fenômeno natural conhecido como “rios voadores”, responsável por transportar a umidade da Amazônia para regiões como Pantanal, Centro Sul e Bacia do Prata, influindo no clima dessas regiões.

Diante do progressivo desmatamento da Floresta Amazônica, os rios – em vez de continuarem transportando umidade – passam a deslocar fumaça e poeira em suspensão (associada às queimadas) desde a Amazônia até o sul do Brasil.

Feito a partir de imagens aéreas das regiões mencionadas, “Rios Voadores” ainda reúne depoimentos do líder do Alto Xingu, Cacique Aritana, na Aldeia Yawalapiti, e de populações ribeirinhas no Peru e na Colombia. Os habitantes locais sentem intensamente o impacto das mudanças climáticas ocorridas nessas regiões.

Inédito. 29 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 18h30

Sábado, 21 de março

Mama África – Justiça em Agadez
22h30, na TV Brasil

Ano: 2004. Título original: Justice à Agadez. País de origem: França/Niger. Gênero: documentário. Direção: Christian Lelong.

Justiça em Agadez

Em Àgadez, na Nigéria, há polícia e tribunais, como nos outros lugares. Ao mesmo tempo, porém, existe um segundo sistema judicial parte de um legado da tradição muçulmana.

O Cadi é um tipo de justiça tradicional, cuja referência é o Alcorão. Cadi da Sharia não tem nada a ver com fanatismo. Trata-se da ponderação e da psicologia do senso comum e conhecimento das realidades.

O documentário dirigido por Christian Lelong mostra que as audiências do Cadi são o espaço onde se representa toda uma sociedade. Eles também oferecem um olhar para a tradição muçulmana, livre de clichês e chavões.

Inédito. 52 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 22h30

Sábado, 21 de março

Cine Nacional – O signo do caos
23h30, na TV Brasil

Ano: 2003. Gênero: drama. Direção: Rogério Sganzerla, com Otávio Terceiro, Sálvio do Prado, Helena Ignez, Guaracy Rodrigues (Guará), Freddy Ribeiro, Djin Sganzerla, Camila Pitanga, Giovana Gold, Eduardo Cabus, Gilson Moura, Felipe Murray, Vera Magalhães, Anita Terrana e Ruth Mezek.

Desembarca uma carga cinematográfica na alfândega do Rio de Janeiro em que Dr. Amnésio controla e julga a entrada e saída do material para o serviço de censura. Ali se cumprem as formalidades da lei, com a desculpa de Amnésio: "amo o que os outros detestam e odeio o que os outros apreciam. Não vejo necessidade de um filme assim".

Ouve-se o grito de um casal bem brasileiro: uma dupla de papagaios resmungões imita os diálogos telegráficos dos carregadores que discutem o trabalho, em busca de propina. Dr. Amnésio impõe o seu jejum de ideias durante desastrosa projeção para funcionários ineptos, que depois se divertem às custas da mutilação do material considerado realista demais.

Dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla, o drama conquistou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Montagem no Festival de Cinema de Brasília, o Prêmio Especial do Júri pelo Conjunto da Obra no Festival do Rio e o Prêmio APCA de Melhor Montagem.

Inédito. 80 min.
Classificação indicativa: Livre
Horário: 23h30

Sábado, 21 de março (madrugada de sábado para domingo)

DOC TV (Violência) – Bagatela
02h45, na TV Brasil

Ano: 2010. Gênero: documentário. Direção: Clara Ramos. Coprodução: Clara Ramos, Pólo de Imagem, Fundação Padre Anchieta (TV Cultura)

O documentário acompanha Maria Aparecida e Sueli, mulheres presas por pequenos furtos, e uma advogada que, voluntariamente, se propôs a defendê-las.

Bagatela expõe fragilidades do sistema judiciário brasileiro e a tensa relação entre quem quer ajudar e quem precisa de ajuda.

Reprise. 52 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 02h45

Domingo, 22 de março (madrugada de domingo para segunda-feira)

Soy Loco Por Ti Cinema – El cielo gira
0h00, na TV Brasil

Título original: El cielo gira. País de origem: Espanha. Ano de estreia: 2004. Gênero: documentário. Direção: Mercedes Álvarez, com Antonio Martínez, José Fernández, Silvano García, Cirilo Fernández.

El cielo gira

Em Aldealseñor, uma pequena cidade de Soria, existem 14 habitantes atualmente. A diretora do documentário “El cielo gira” foi a última pessoa a nascer ali, mas logo deixou a região com sua família.

Já adulta, Mercedes Álvarez retorna para a aldeia para retratar a vida diária dos vizinhos. A cineasta quer mostrar o cotidiano da aldeia antes que os moradores desapareçam como aconteceu com os dinossauros que deixaram suas pegadas traçadas sobre as rochas na área. Com a ajuda do pintor Pello Azketa, a diretora retrata o que está desaparecendo, mudando, girando para voltar à imagem da infância.

O filme espanhol conquistou prêmios em diversos festivais de cinema. O longa recebeu o de Melhor Documentário no Festival de Málaga e o de Melhor Filme nos Festivais de Buenos Aires, Rotterdam e Reel (França).

Inédito. 106 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 0h00