Observatório da Imprensa recorda os 40 anos da morte de Vladimir Herzog
A morte do jornalista Vladimir Herzog em uma prisão do DOI-CODI, em São Paulo, completou 40 anos no dia 25 de outubro e o Observatório da Imprensa revisita o episódio que marcou o processo de luta pela abertura política durante a ditadura.
Para discutir o contexto da época, o apresentador Alberto Dines recebe nesta quinta (29), às 23h, na TV Brasil , o engenheiro Ivo Herzog , filho do jornalista; o cineasta Maurice Capovilla , que trabalhou com Vladimir na produção do curta-metragem "Subterrâneos do Futebol" (1965) e o também jornalista Audálio Dantas .
Vlado ou Vladimir, como era conhecido, foi preso, torturado e morto sob a alegação de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro. A morte foi encenada para parecer suicídio, mas a farsa foi tão flagrante que o Sociedade Cemitério Israelita nem considerou a hipótese de enterrar o corpo na área reservada aos suicidas, como determina a religião judaica.
Um ato ecumênico conduzido pelo cardeal D. Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor James Wright, seis dias depois da morte de Vladimir Herzog, reuniu 8 mil pessoas e se transformou num protesto contra os militares. "Aquele foi um momento de união de forças a partir do qual ficou claro para o regime que a sociedade civil caminharia determinadamente para a reconstrução da democracia", diz Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.
Depois da morte de Vlado, a luta prosseguiu até 1979 quando a família conseguiu a condenação da União pelo assassinato do jornalista na Justiça, mas só recebeu a certidão de óbito em 2013.
O Observatório da Imprensa resgata o episódio quatro décadas depois para lembrar que o assassinato de Vladimir Herzog simboliza o ódio, a intolerância, a discriminação e todas as formas de violências que ainda sobrevivem na sociedade.
Para traçar um panorama sobre aquele período, o programa da TV Brasil ainda traz o depoimento dos jornalistas Paulo Markun, Zuenir Ventura, Diléa Frate, Luis Weiss e Sérgio Gomes, além da pesquisadora Fátima Jordão.
Serviço
Observatório da Imprensa – quinta-feira (29), às 23h, na TV Brasil