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Programa Especial apresenta os desafios da maternidade neste sábado (7)

06/05/2016
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16:43
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Mães revelam as experiências de aprendizado no convívio com os filhos

Na véspera do Dia das Mães, neste sábado (7), às 12h30, o Programa Especial da TV Brasil faz uma homenagem a mulheres que fazem a diferença. As mães Ana Cristina, Elaine e Ledinalva contam para a equipe de reportagem as suas histórias de vida. As três falam sobre as alegrias e os desafios da maternidade.

Ana Cristina Fernandes é fonoaudióloga e mãe de Inah Fernandes, de 16 anos, que tem a síndrome de Cri-du-chat. Ela revela a relação de cumplicidade entre as duas.

"Sempre atendi crianças com atraso, seja por síndrome ou alguma intercorrência no parto, e, aí, de repente, me vi mãe de uma criança com necessidades especiais. Minha filosofia com os meus pacientes e com a Inah sempre foi de investir, dar as oportunidades e esperar para ver o que haveria de retorno. A Inah sempre teve ganhos e acho que é muito confortante saber que tudo que a gente ofereceu foi muito bem aproveitado por ela. E você vai vendo, depois do crescimento que você fez razoavelmente a coisa certa. Então, assim, é só agradecer e ficar muito feliz dessas conquistas", comemora.

Já Elaine Medeiros é cadeirante e mãe do Saulo que tem 50 anos e destaca o afeto desde a infância do filho até hoje quando já é avó de Bento.

"Eu brincava de tudo com o Saulo: sentava no chão, jogava bola e participava de coisas até difíceis à beça. Na escola, ele se inscrevia em todas as gincanas. O Saulo aprendeu a andar e a andar de bicicleta comigo. Sonhava com um netinho. E, aí, teve a chegada do Bento. Ver a evolução do menino é muito bom, estou curtindo. O recado que eu mando para a pessoa que ainda não têm filho: ame muito, abrace a barriga e se sinta plena. Cada dia são diferentes aprendizados, mas tenha a certeza de que vale a pena", explica.

Em Curitiba, o programa entrevista Ledinalva Almeida, mãe de Roberto, que tem 10 anos e é autista. Ela lembra momentos marcantes do convívio e explica seu apoio no desenvolvimento do filho.

"O Roberto tem transtorno do espectro autista, diagnosticado quando ele tinha 2 anos e meio de idade. Agora ele já brinca com as outras crianças. A gente percebe o quanto ele evoluiu. Hoje, ele ainda é considerado um autista não verbal, mas com mutismo seletivo, porque ele optou em não falar. Eu nunca entendi o autismo como uma sentença. Ele tem um entendimento do mundo diferente, vê o mundo de uma outra forma", conta.

Serviço :
Programa Especial – sábado (7), às 12h30, na TV Brasil.