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A polêmica relação entre religião e política é tema do programa Entre o Céu e a Terra

05/05/2017
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10:17
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Programa analisa fenômenos sociais ligados à religião


Esta semana, Entre o Céu e a Terra analisa fenômenos sociais ligados à religião, como o aumento da Frente Parlamentar Evangélica, bem como a implementação de Comitês de diversidade religiosa e de promoção da diversidade de crenças por todo o país. Representantes de várias religiões participam do programa, como a sacerdotisa Aondê Airequecê, da religião Wicca, o sheik Jihad Hammadeh, representante do Islamismo, o pastor Elienai Junior, da Igreja Betesda, o rabino Nilton Bonder, do judaísmo, entre outros.

Até a proclamação da República, o Brasil era um país oficialmente católico, ou seja, nascimentos, casamentos ou atestados de óbito só teriam validade se passassem pela Igreja. Isso é diferente hoje. Diversas crenças estão presentes na sociedade, formada também por aqueles que não creem.

Muitas vezes, religiões ocupam um papel educativo. Igrejas, terreiros, sinagogas (entre outros) organizam suas comunidades: oferecem formação política, incentivam seus seguidores a conhecerem direitos e deveres e explicam a importância da sociedade civil organizada. Mas, ao ocupar um cargo político eletivo, um religioso poderia legislar ou governar em nome de toda a população ou seria legítimo que promovesse os valores e crenças de sua religião e daqueles que o elegeram?

"O Brasil é um país de Estado laico e que aceita todas as religiões. Desde a primeira constituição, já se propunha a liberdade religiosa, ou seja, um religioso ou uma pessoa que tenha uma fé pode ser um político", responde a professora Yvonne Maggie, doutora em antropologia.

Serviço:
Entre o Céu e a Terra – Política e Religião
Sexta-feira, 5 de maio, às 22h, na TV Brasil.