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"Caminhos da Reportagem" percorre cidades históricas e revela tradições culturais são preservados no Brasil

26/10/2017
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08:54
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Os repórteres Carlos Molinari e Carina Dourado estiveram em Minas Gerais, onde ocorrem obras de recuperação da Catedral Basílica da Sé (Mariana), cujo processo de restauração começou em janeiro de 2016. Em Ouro Preto, a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, hoje com rachaduras, necessita de uma restauração e é considerada obra emergencial. Mas sofre com a falta de recursos, pois o orçamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está contingenciado, em sua maior parte.

Em Salvador, o centro histórico é patrimônio da humanidade, pela Unesco, desde 1985. Uma das igrejas mais conhecidas da cidade, a de São Francisco de Assis, aguarda a sua vez de ser restaurada. Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger diz que a Igreja não tem como arcar com todos os gastos de uma restauração.

A equipe de reportagem visita a Casa de Oxumaré, um dos nove terreiros tombados no país. Para ser tombado, em 2013, o terreiro teve que levantar a própria história. E o programa registra um bem imaterial típico do povo baiano: o Acarajé, tradição que passa de geração para geração.

Na pauta deste Caminhos da Reportagem estão ainda as obras do Iphan que revitalizaram Goiás, os desafios da conservação de Brasília – capital que é Patrimônio Cultural da Humanidade –, o conflito entre a preservação do patrimônio e o interesse de particulares na valorizada Avenida Paulista, em São Paulo, a história do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, o samba como patrimônio imaterial, a fabricação artesanal das panelas de barro de Goiabeiras, no Espírito Santo, a tradição do Bumba Meu Boi e do Tambor de Crioula, no Maranhão.

A preocupação em se preservar o patrimônio histórico e artístico é recente. Há 80 anos, era criado o Iphan, cujo objetivo é manter o patrimônio material e conservar tradições passadas de geração para geração. Ouro Preto – antiga capital da província de Minas Gerais – foi a primeira cidade no Brasil e ganhar o título de patrimônio cultural da Humanidade, em 1980.

A política de preservação do patrimônio brasileiro mudou com o passar do tempo. Se nos primeiros anos, o foco estava em casarões antigos, monumentos e templos religiosos, a partir do ano 2000, as atividades culturais passaram a ser valorizadas. Hoje, a preocupação do Iphan inclui celebrações e ofícios tradicionais, como o círio de Nazaré, em Belém, as bonecas Ritxòkò dos índios Karajás, de Tocantins, o jongo do Sudeste, o frevo e a capoeira.

Serviço:
Caminhos da Reportagem – "Nosso patrimônio, nossa identidade"
Quinta-feira, 26 de outubro, às 22h, na TV Brasil.