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Mídia em Foco coloca em pauta a acessibilidade audiovisual

30/07/2018
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14:21
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No Brasil, cerca de dez milhões de pessoas tem deficiência auditiva e outros seis milhões e meio tem algum tipo de deficiência visual. Para que todo esse público possa desfrutar dos produtos audiovisuais, é necessária a inserção de recursos como libras, audiodescrição e legendas descritivas.

Para discutir o assunto a jornalista Paula Abritta recebe Claudio Jardim, Diretor de Produção e Programação da TV INES, Mauana Simas, sócia-fundadora da Nós Todos Filmes, e o jornalista e consultor, Marcos Lima.

Os convidados analisam os desafios conceituais e técnicos envolvidos na produção e veiculação de vídeos e filmes acessíveis para pessoas com deficiência visual ou auditiva.

Para Mauana Simas, da Nós Todos Filmes, produtora especializada na acessibilidade audiovisual que atua há cinco anos no mercado, o Brasil avançou na adoção de políticas públicas para o setor mas os resultados ainda esbarram na cadeia produtiva .“O Brasil, em termos de políticas públicas, tem avançado bastante, a passos largos mesmo com relação à acessibilidade audiovisual. Mas ainda enfrenta uma série de desafios em relação à cadeia produtiva como um todo”.

Cláudio Jardim, que chefia a produção e programação do canal de TV vinculado Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e veicula conteúdo 100% acessível à comunidade surda, destaca a necessidade de capacitar profissionais para atuar nessa área. “O mercado de trabalho para quem trabalha com acessibilidade é muito abrangente. A gente tem muita falta de profissional capacitado para isso. É um campo novo e cada vez mais eles são procurados”.

O deficiente visual e consultor em audiodescrição Marcos Lima, aponta o limitador básico de que os produtos não são pensados e realizados para pessoas com deficiência, mas adaptados para esse público e também a necessidade dos técnicos que trabalham na adaptação conhecerem de fato as necessidades dessas pessoas. Para ele, o emprego adequado da tecnologia é o diferencial e o futuro da acessibilidade, não só audiovisual, mas de maneira geral:"Quando a gente fala de pessoas com deficiências sensoriais, no caso eu que sou cego, ou no caso de uma pessoa surda, que a nossa demanda de acessibilidade é menos física e mais comunicacional, informacional. A tecnologia abre muitas portas”.

Sobre o Mídia em Foco

O Mídia em Foco abre uma janela na televisão aberta para pensar os rumos da comunicação. Acadêmicos, profissionais e especialistas na área analisam o futuro da imprensa, cinema, televisão, rádio e internet.

Apresentado pela jornalista Paula Abritta, o programa utiliza a linguagem documental para abordar temas como novas tendências de mercado, produção do conteúdo, evolução das tecnologias, convergência das mídias, regulação e consumo nos dias dehoje e as expectativas para o futuro.

A história dos meios de comunicação e a sua influência na sociedade contemporânea são algumas das perspectivas que a atração semanal da TV Brasil também busca contemplar.

A proposta é estimular o telespectador a desenvolver uma visão crítica e refletir sobre o que observa na mídia.

Serviço
Mídia em Foco – segunda-feira, dia 30, às 22h45, na TV Brasil.